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Brazil is More Vulnerable to External Shocks, Say Experts (Economia)

July 06, 2011

Senior fellow Liliana Rojas-Suárez was feautured in an Economia article on Brazil.

From the Article

English Summary:

During the Meeting of Santander Latin America in Spain, senior fellow Liliana Rojas-Suarez talked about the vulnerabilities of the region. In this presentation, she mentioned that Brazil is now more vulnerable to external shock. In Brazil, the conditions that generate growth have also resulted in possible problems. “The foreign capital inflows are enormous,” she said, the problem with these inflows is that they can appreciate the exchange rate and reduce the competitiveness of the country and generate inflation. She also mentions that the Brazilian government has done a great job in taking macroprudential measures, but they are still lacking the fiscal tools which can result in a deterioration of the current account which can make the country more vulnerable to strong and sudden capital outflows.

Article in Portuguese:

O Brasil está mais vulnerável a choques externos do que em 2007, antes da crise mundial. Segundo Liliana Rojas-Suárez, sócia-sênior da empresa de pesquisa independente Center for Global Development, com sede em Washington (EUA), a recente expansão do país trouxe muitos benefícios, mas alguns riscos. A falta de ajuste fiscal e seus efeitos na conta corrente são os mais alarmantes.

No X Encontro Santander América Latina, na Espanha, a especialista apresentou um levantamento sobre a vulnerabilidade da região. O Brasil passou do 13º lugar na lista dos menos protegidos em 2007 para o 9º no ano passado.

No país, as condições que geram o crescimento também acabam resultando nos possíveis problemas. “As entradas de capital externo são gigantes”, lembra. “O investidor olha para o mundo à procura de retornos para seu capital. Nos Estados Unidos, não há crescimento e a taxa de juros é praticamente nula. No Brasil, há expansão, com aplicações de alta rentabilidade.” O problema é que essa entrada de recursos gera câmbio apreciado, o que diminui a competitividade do país, e inflação. “O governo tem feito um trabalho excelente ao tomar as medidas macroprudenciais, mas se esquece da ferramenta fiscal”, diz. “Sem isso, a conta corrente se deteriora e deixa o país mais vulnerável a saídas repentinas e fortes de capital.” Em maio, o déficit na conta corrente do Brasil dobrou, na comparação com igual mês do ano passado, para US$ 4,1 bilhões.

Educação

Durante o Encontro, os especialistas também falaram dos desafios que o crescimento da América Latina traz a seus países. Diminuir a desigualdade social e investir em educação foram os mais citados. “Nosso processo de transformar o Brasil num país mais igualitário é sustentável”, disse Miguel Jorge, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do governo Lula. “Melhoramos bastante, mas ainda há muito o que fazer. Nosso índice de Gini, que mede a desigualdade social, chegou a 0,53. É o menor em cinqüenta anos, mas ainda está no topo da lista.” Para ele, a educação é o principal ponto a atacar na nova fase. “Temos 97% das crianças na escola, mas essa universalização não foi acompanhada por um ensino de qualidade.”

Ernesto Talvi, presidente do Centro de Estudos da Realidade Econômica e Social (Ceres) do Uruguai, diz que a situação é ruim em toda a América Latina. De acordo com ele, o nível de insuficiência educativa na região era de 54,4% em 2009, ante 17,8% nos países avançados. Esse indicador mede o percentual de estudantes com notas de zero a um no levantamento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre educação. As notas mais altas variam entre 5 e 6. A repórter viajou a convite do Santander.

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